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O que aprendi no mundo dos negócios fazendo o pão caseiro da minha mãe

Dia desses decidi me aventurar na cozinha e resolvi que iria fazer um pão caseiro. Sem dúvida, um grande desafio para mim que sempre passei longe da cozinha e meu único contato com qualquer tipo de prato é quando o mesmo está pronto e servido à mesa, porque "nunca tive tempo para nada”.

Pois bem, depois de reunir os ingredientes de uma receita passada por minha mãe (que faz o melhor pão do mundo, óbvio...), comecei a seguir o passo-a-passo conforme a receita da D. Luzia.

Mas o que isso tem a ver com minha vida de empreendedor? Pois bem... durante o processo de produção dos pães, três momentos de deixaram bem incomodado e ansioso: o primeiro deles foi quando, depois de feita a mistura da massa, tive de deixá-la “descansando” por um bom tempo para que ela crescesse com o efeito do fermento; a segunda foi quando depois de enrolar os pães, tive de novamente deixá-los, já na forma, por mais um tempo para o processo final de crescimento da massa; E por fim (e acho o pior de todos) tive que colocar no forno e simplesmente esperar até que eles ficassem definitivamente prontos. Se o retirasse do forno antes da hora, os tão aguardados pães estariam crús e se o deixasse (ou esquecesse) no forno por um tempo maior que o necessário, teríamos pães queimados...

Em nossa vida pessoal e profissional temos que esperar que as coisas aconteçam a seu tempo. A espera faz parte do processo. Podemos e devemos fazer o que está a nosso alcance mas mesmo assim será necessário aguardar o efeito das ações que planejamos todos os dias. Trabalhe no seu tempo e respeite o tempo das outras pessoas. É preciso saber esperar...

Ah, os pães ficaram uma delícia (nada comparado aos pães feitos pela mamãe...).


Rogerio Moreira nasceu em Santo André/SP, é empreendedor, fundador da AgênciaPop Propaganda, Publicitário, Jornalista, Editor do blog ParisSempreParis.com.br, Especialista em Design com MBA em Gestão de Marketing, tendo estudado em instituições como Puccamp, ESPM, Unicamp e FGV. É membro do BNI (Business Network International) atuando em Campinas/SP. Além disso, é historiador autodidata, apreciador de livros e vinhos (não necessariamente nesta ordem), apaixonado por viagens e pela cultura francesa. É também maratonista, fotógrafo amador e acima de tudo, um apaixonado pela vida.



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