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Sua empresa busca clientes ou fregueses?

Pergunta boa não é? Mas muito pertinente nos dias de hoje, com a “dona crise” nos incomodando cada vez mais e as vezes parecendo querer se instalar de vez por aqui. Coloco esta pergunta porque tenho uma pequena empresa de publicidade. Na verdade costumo dizer que tenho uma empresa de “soluções em comunicação” – sim, porque eu e minha equipe não simplesmente “fazemos publicidade”, nós apresentamos soluções para nossos clientes.

Citando um exemplo, dia desses um cliente precisava renovar a fachada de sua loja. Ora, eu poderia pensar: “não trabalho com fachadas, eu não faço projetos, não sou arquiteto, não sou pedreiro, pintor, etc”... mas espere ai, eu trabalho com SOLUÇÕES e tenho SIM como atender a esse cliente que se sente muito mais confortável se eu estiver acompanhando todo o processo (sim, ele paga a mais por isso). Eu estou dando uma consultoria e depois uma assessoria até que tudo esteja pronto. Contatei todas as empresas envolvidas, ajudei no projeto junto ao escritório de arquitetura, analisei os orçamentos junto a meu cliente, acompanhei a obra... enfim, meu trabalho só terminou quando a fachada foi entregue, no preço combinado e no prazo estipulado.

Veja, o cliente provavelmente não se lembrará daqui há um ano o nome das empresas envolvidas mas com certeza se lembrará do meu nome e o de minha empresa.

Esse é meu trabalho e isso não tem preço. Conto essa história pois diante do atual momento econômico, a escassez de negócios e clientes dispostos a investir, temos muitas empresas que ainda não acordaram para a realidade e atendem o cliente “apenas” dentro de suas próprias e limitadas estruturas, e quando chega uma oportunidade de uma demanda um pouco fora de sua especialidade, essas empresas simplesmente dizem: “me desculpe, não consigo atende-lo com este projeto”. Simples assim – e nem para indicar uma outra empresa que possa atender a pessoa do outro lado do balcão.

Desta forma não valorizam o cliente, não desenvolvem parcerias, não possibilitam negócios para empresas que poderiam ser suas parceiras comerciais. Preferem o comodismo de um curto e seco “não consigo atender”. E nem vou me aprofundar aqui em um assunto sobre o qual poderia escrever um livro, que é o péssimo atendimento na maioria dos estabelecimentos. Somente na última semana tive experiências decepcionantes em um restaurante (desses estrelados), uma loja de shopping e uma imobiliária. Em dois desses estabelecimentos tive experiências negativas de atendimento e compra e no terceiro caso, (apesar de minha insistência) nem consegui fazer a compra por incompetência técnica/operacional da empresa.

Chego à conclusão que essas empresas buscam “fregueses”, que compram uma vez e não voltam nunca mais (se conseguir comprar, é claro).

Em tempo: Segundo a AMA (American Marketing Association) cliente é todo aquele que tem a possibilidade real de fazer a aquisição de um produto ou serviço de forma contínua. Esse conceito é diferente de “freguês”, já que esse é consumidor que apenas se utiliza de seus serviços e produtos uma única vez, de modo experimental e sem comprometimento.

Por hora, sigo meu trabalho atendendo meus fiéis e exigentes clientes que buscam conquistar novos clientes.


Rogerio Moreira nasceu em Santo André/SP, é empreendedor, fundador da AgênciaPop Propaganda, Publicitário, Jornalista, Editor do blog ParisSempreParis.com.br, Especialista em Design de Marcas com MBA em Gestão de Marketing, tendo estudado em instituições como Puccamp, ESPM, Unicamp e FGV. É membro do BNI (Business Network International) atuando em Campinas/SP. Além disso, é historiador autodidata, apreciador de livros e vinhos (não necessariamente nesta ordem), apaixonado por viagens e pela cultura francesa. É também maratonista, fotógrafo amador e acima de tudo, um apaixonado pela vida.

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